O nome tireoidite indica a presença de inflamação ou infecção, tal como ocorre com apendicite (infecção do apêndice), sinusite (inflamação dos seios da face) e tantos outros. Aqui cabe fazer uma distinção entre os dois vocábulos: a infecção pressupõe que haja um agente infeccioso seja bactéria, vírus, outros agentes patogênicos. A palavra inflamação indica que o órgão ou tecido foi objeto de agressão física (torção do pé), química (substâncias ácidas, corrosivas) ou imunológica (anticorpos). Neste caso o tecido ou órgão apresenta rubor, calor e dor, tríade sintomática muito conhecida dos médicos. No caso da tireóide, a glândula pode ter inflamação, geralmente por agressão de anticorpos ou infecção por vírus (bastante comum) ou bactérias (relativamente rara).
A tireoidite crônica ou tireoidite de Hashimoto
Talvez seja a doença de tireóide mais freqüente com prevalência ao redor de 10 a 15% da população geral (15% em mulheres, 4% em homens), com tendência a aumentar em freqüência após os 50 anos, principalmente em mulheres. É uma doença autoimune — o sistema imunitário rejeita a glândula como parte do corpo e “fabrica” anticorpos contra ela. Este anticorpos inicialmente do tipo inflamatório, causam aumento do volume da glândula, produzem várias substâncias químicas que induzem inflamação e, aos poucos vão destruindo a glândula. A tireóide se torna, com o tempo, atrófica - muito reduzida. O diagnóstico é realizado por níveis de anticorpos anti-tireóide elevados na circulação e sinais ecográficos bastante característicos. Como não podemos impedir a seqüência dos eventos de auto-agressão medicamos o paciente com L-Tiroxina.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Inflamação da tireóide
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Africanas imunes ao HIV
Sete em cada dez doentes de Aids vivem na África ao sul do Deserto do Saara. São 29 milhões de infectados, e só no ano passado a epidemia matou 2,4 milhões de pessoas. Em meio a essa tragédia, um grupo de 200 prostitutas de Nairóbi, a capital do Quênia, chama a atenção: apesar de cada uma delas manter anualmente relações sexuais com uma centena de portadores do vírus da Aids, sem nenhum tipo de proteção, não há registro de alguma contaminada. Pelo que se conhece da propagação da epidemia, não haveria como essas prostitutas não serem portadoras do vírus. A probabilidade de uma mulher contrair a doença é de 10% em cada encontro com um parceiro que tenha o vírus. O risco aumenta bastante se ela tiver ferimentos na vagina ou se as condições de saúde e de higiene forem precárias. É essa a situação dessas mulheres, que vivem em barracos decrépitos, são desnutridas e chegam a atender dez homens por dia. Ainda assim não contraem a doença. Nos últimos oito anos, pesquisadores internacionais têm estudado as origens dessa rara imunidade, na esperança de que esse conhecimento ajude no preparo de uma vacina eficaz contra o HIV, o vírus da Aids.
O peculiar sistema imunológico das "prostitutas de Nairóbi", como são citadas nos congressos médicos, já é conhecido. O segredo delas está numa célula conhecida como CTL, que tem por missão identificar e destruir células infectadas por vírus ou tumores. O problema é que, na maioria das pessoas, a CTL não consegue vencer o HIV. Chega a identificar as células infectadas e até começa a combater a doença, mas logo perde força, e o vírus toma conta do organismo. Nas mulheres de Nairóbi, ao contrário, a CTL é extremamente eficaz no ataque às células infectadas, destruindo-as antes que o vírus se replique no organismo. Ao que parece, essas mulheres desenvolveram a capacidade de atacar um grupo específico de proteínas do HIV que, suspeitam os cientistas, seria um ponto vulnerável do vírus.
A cada novo contato com o HIV, o sistema imunológico das quenianas adquire maior eficácia no combate ao invasor. Em contrapartida, se cessa a exposição ao vírus, a imunidade diminui, e elas se tornam vulneráveis à Aids como qualquer pessoa. A partir desse conhecimento, foram desenvolvidas algumas vacinas.
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sábado, 5 de setembro de 2009

A pigmentação patológica pode ser exógena, cujos pigmentos são de origem externa ao organismo, exemplo:
TATUAGEM: feita por sais de enxofre, mercúrio, ferro e outros corantes. A fagocitose, feita por macrófagos, desses pigmentos pode provocar a transferência destes para linfonodos regionais. Cor: varia conforme o tipo de pigmento presente.
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A cor da nossa pele é dada por uma célula, o melanócito que produz no seu citoplasma partículas de pigmento chamadas melanossomos e que são levados aos queratinócitos. Na transformação e ascensão progressiva que ocorre na pele desde a camada basal até a superfície, as células vão “digerindo” estes pigmentos que apenas na raça negra chega até a superfície. É a quantidade e a distribuição deste pigmento que vai determinar as diferentes raças.
O pigmento é um filtro solar natural e existe para proteger a pele dos raios solares tanto que quanto mais sol tomou mais a pele escurece; é por isto que as pessoas apresentam mais manchas na pele após o verão.
Existem dois tipos de pigmento: a melanina vermelha presente nas pessoas claras, de cabelos ruivos, avermelhados e que geralmente possuem sardas (efélides) e a melanina de cor escura que se encontra nas raças branca, mongolóide e negra.
Vulgarmente chamada de mancha, a discromia é toda e qualquer disfunção responsável pelas alterações na cor natural da pele.Estas alterações são localizadas - como as manchas gravídicas - ou se estendem por toda a superfície da pele como o vitiligo que pode, progressivamente, despigmentar todo o corpo e que constitui uma acromia ( ausência de cor).
As manchas tornam o rosto envelhecido, desvitalizado e com um aspecto cansado; causam muitas preocupações às pessoas, mas, hoje embora desagradáveis, existem muitos recursos como peeling’s, laser e princípios ativos avançados capazes de acabar com elas ou pelo menos amenizá-las; mas é necessária cuidados porque senão elas irão voltar.
O laser Softh Light trás ótimos resultados mas á cosmética é indispensável.
Substâncias clareadoras e capazes de captar a melanina são princípios ativos utilizados.
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Dormir uma hora a mais...

WASHINGTON (AFP) - Dormir uma hora a mais por noite pode reduzir o risco de calcificação das artérias, um dos primeiros sintomas das doenças cardiovasculares, de acordo com o estudo publicado.
O ganho dessa hora suplementar de sono equivale a uma queda de 17 milímetros de mercúrio da tensão sistólica, destacam os autores da pesquisa realizada no Centro Médico da Universidade de Chicago.
Pelo menos 12% dos 495 participantes desse estudo - voluntários com boa saúde na faixa dos 40 anos - começaram a ser vítimas de calcificação de suas artérias ao longo de um período de acompanhamento de cinco anos.
Artérias calcificadas foram descobertas em 27% dos participantes que dormem menos de cinco horas por noite. Essa taxa caiu para 11% nos que dormem entre cinco e sete horas. No caso dos que dormem mais de sete horas, apenas 6% tiveram calcificação das artérias.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Distúrbios da Pigmentação

Melasma
O melasma aparece sobre a face (geralmente na fronte, bochechas, têmporas e maxilas) como um grupo grosseiramente simétrico de áreas pigmentadas castanho-escuras que freqüentemente são bem delineadas. O melasma ocorre sobretudo durante a gravidez (máscara gravídica) e também pode ocorrer em mulheres que utilizam contraceptivos orais. O escurecimento geralmente diminui um pouco após a mulher dar à luz ou suspender o uso do contraceptivo oral. As pessoas com melasma podem utilizar filtros solares sobre as áreas escuras e evitar a exposição ao sol para prevenir a piora do quadro. Quando aplicadas durante um longo tempo e de forma regular, certas pomadas que exigem prescrição médica podem clarear as manchas escuras.
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
albinismo e pigmentação
O albinismo é uma característica genética, passada de pais para filhos, na qual as células produzem pouco ou nada do pigmento natural chamado melanina. O gene tem de estar presente no pai e na mãe, nem todos os filhos nascerão albinos e, destes, nem todos passarão a condição aos próprios filhos. Somente uma em cada 20.000 pessoas no mundo possui alguma forma de albinismo – no Brasil, seriam apenas 9.300 pessoas. "Existem basicamente três tipos de albinismo: ocular (não há pigmentação nos olhos), óculo-cutâneo (não há pigmentação na pele, nos olhos e no cabelo) e parcial (não há pigmentação em uma região bem delimitada da pele ou do cabelo)", explica a geneticista Ana Beatriz Alvarez Perez, da Universidade Federal de São Paulo. A ausência de pigmentação nos olhos, segundo ela, faz com que, em alguns casos, eles pareçam violeta ou arroxeados – mas nunca vermelhos. Essa falta de melanina também provoca a mais incontornável limitação na vida dos albinos: a visão.
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